Nada é menos feminino do que Vaudeville e a Farsa...O riso com
o tempo preservou um poder de subversão, e a sociedade não cessou o “desconfie
dos risonhos”. Gatas...decifrar suas loucuras, até recentemente, fazer as
pessoas rirem era uma prerrogativa masculina...e decifrar sua linguagem oculta.
É preciso a autoridade, a superioridade do caráter forte, até mesmo um certo
despotismo, para desviar a atenção de um interlocutor ou de uma audiência do
sério e da razão. Não vai ser fácil. Por outro lado, rir é render-se, abdicar
do domínio mesmo... Gatas são complicadas. Até recentemente, não se encontravam
mulheres profissionais do riso...nenhuma ou poucas palhaças, nenhuma
caricaturista. Venha aqui. Sim, elas têm a atitude delas. No teatro, nenhuma
mulher hilariante, trazendo lágrimas de alegria através de suas caretas e
contorções: os papéis das velhas charlatãs ridículas, Pernelle ou a Condessa de
Escarbagnas, eram jogados por homens. Mas se você quiser, você pode ensinar uma
Gata a fazer qualquer coisa. Colombine, seu canalha ingênuo, não...Ele nunca
desiste de seduzir quando faz uma piada e abandona Arlequim a tarefa de dizer
palavras rudes e engraçadas. Qualquer um pode desbloquear o verdadeiro
potencial de uma gata, se você aprender seus segredos. Não há nem grandes
autoras de quadrinhos entre escritoras: como Virgina Wolf, só podemos lamentar
a ausência de uma irmã pequena de Shakespeare (A Room of One's Own). Gatas
estão por toda parte!

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