Três, dois, um, decolagem.
poder saltar entre cinco e seis vezes o meu comprimento em
altura.
cauda contrabalanço
mudanças rápidas de direção.
Tudo o que sobe tem que descer!
Fui construída pelo imaginário riso fluir
entendida “feminina” e incorporada como néctar
ao valor simbólico coletivo à felicidade masculina.
Pessoa errada que têm a consciência culpada.
Realmente a responsável pelo sofrimento no mundo e
não posso me importar menos.
Não sou aquela que luta pelo bem e sou consumida pelo
remorso.
Relação com a natureza e os meus ritmos cíclicos fertilidade,
instinto materno e gestação paciente,
sensibilidade e afetividade,
valores contrariados por uma espécie de maldição
não menos incansavelmente repetida,
que me definiu feminina em torno da falta
e do corpo incompleto.
Meu sorriso ronronar quebra com contradições
represento a descarga de uma tensão
por um lado, sou a alegria triunfo
o dar à vida e, por outro, posição de defesa,
resistência, até mesmo ódio... de mim mesma,
diante à uma ordem masculina e fálica.
O que levanta uma questão antiga.
O ditado é... “nós Gatas” sempre caímos de pé.



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